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Metrô detalha projetos básicos realizados em 2018

Relatório Integrado Metrô 2018
Relatório Integrado Metrô 2018

Foi publicado hoje no site do Metrô, o relatório integrado de 2018. Logo no início há uma breve apresentação do que é o relatório:

O relatório de gestão da Companhia do Metropolitano de São Paulo – METRÔ passou a ser construído, desde 2017, como um relatório integrado abrangendo uma visão de seu plano de negócios e de suas estratégias de longo prazo, os valores criados com o uso dos recursos e os impactos na dimensão da sustentabilidade, atendendo às disposições da Lei das Estatais, Lei 13.303/2016.

O documento explica que informações da Linha 4 Amarela e da Linha 5-Lilás (a partir de 4 de agosto de 2018), que são operadas por concessionárias do setor privado, não constam no relatório.

Na seção de realizações a Pesquisa OD de 2017 tem seu destaque e informa que “no primeiro semestre de 2019 serão divulgados e disponibilizados para consulta da população a Matriz Origem e Destino e o Banco de Dados contendo os microdados da pesquisa

Nessa mesma seção são citados todos os estudos e projetos básicos realizados no ano de 2018 com destaque para a validação do Projeto Funcional da Linha 19 Celeste, no trecho entre a Praça da Bandeira e o Bosque Maia

Linha 2 Verde

  • Elaboração do projeto básico de arquitetura, civil e sistemas para adequação do mezanino e plataformas da Estação Vila Prudente – fizemos um artigo referente a parte desse projeto.
  • Estudo de redução de custos da implantação da extensão da Linha 2-Verde

Observação: nesse relatório do Metrô é informado o status dessa extensão: “Os contratos de implantação dos oito lotes do projeto executivo e da obra civil do empreendimento da Linha 2-Verde continuam suspensos até 31/03/2019 aguardando o redirecionamento e revisão de recursos financeiros, oriundos do orçamento do GESP.

Linha 4 Amarela

  • Elaboração do relatório técnico para apoio ao processo de contratação do projeto básico de sistemas no túnel de interligação entre as estações Consolação e Paulista
  • Análise dos projetos executivos de superestrutura de via permanente da Fase II do Pátio Vila Sônia.
  • Análise dos projetos executivos de superestrutura de via permanente do trecho Vila Sônia – Poço David Matarazzo.

Linha 5 Lilás

  • Projeto preliminar da passarela de pedestres na Estação Brooklin para a travessia da Avenida Vicente Rao e integração com parada de ônibus do corredor da EMTU.
  • Estudos de alternativa de implantação da passarela de pedestres para travessia da Estrada de Itapecerica na Estação Capão Redondo.
  • Homologação dos sistemas de superestrutura de via permanente, com a passagem dos trens (em operação), para o lote 7 (Poço Bandeirantes até Poço Dionísio da Costa).
  • Análise dos projetos executivos de superestrutura de via permanente da Fase II do Pátio Guido Caloi.
  • Homologação das medidas mitigadoras de ruído primário na Fase II do Pátio Guido Caloi, com passagem de veículo de via (em operação).

Linha 6 Laranja

  • Estudos para a viabilização técnica da integração da Linha 6-Laranja com a Linha 1-Azul na Estação São Joaquim.
  • Estudo preliminar para viabilizar a retomada das obras e estudos para definição do melhor modelo de contratação.

Linha 15 Prata

  • Projeto básico em Modelagem da Informação de Construção (Building information Modelling – BIM) da Estação Ipiranga, contemplando a gestão do contrato e a solução de interfaces.
  • Gestão técnica e aprovação do projeto básico civil da Estação Ipiranga para futura integração com a Linha 10 Turquesa da CPTM.
  • Estudo de alternativas de traçado e caixa de sistema viário para duplicação da Avenida Ragueb Chohfi, no trecho Estação Jardim Colonial – Pátio Ragueb Chohfi.
  • Análise de propostas para o projeto básico de monitoramento dos ventos.
  • Elaboração do projeto básico dos contadores de transferência para a Estação Vila Prudente do monotrilho.

Linha 17 Ouro

  • Elaboração do projeto básico de estruturas das vigas do Pátio Água Espraiada e do trecho de via
  • Elaboração do projeto básico de geotecnia, de contenções da margem do Rio Pinheiros.
  • Elaboração do projeto básico de sistemas para contratação do projeto executivo e a retomada do empreendimento.

Linha 19 Celeste

  • Elaboração de documentação para a contratação do projeto básico civil e de sistemas em BIM.
  • Estudos preliminares para elaboração do projeto básico.

Projetos BIM

  • Desenvolvimento do Projeto Modular BIM de VSE (Ventilação e Saída de Emergência) Padrão.
  • Desenvolvimento de estudos iniciais para projeto tipificado em BIM modular de estação em vala de céu aberto – VCA.
  • Revisão e atualização dos projetos padrão de elementos de acabamento e arquitetura e respectiva modelagem para compor a “Biblioteca de Componentes”.

De acordo com o documento do Metrô, “O projeto básico da Estação Ipiranga da Linha 15-Prata foi selecionado pela equipe técnica da Frente Parlamentar em Defesa da Utilização, por Órgãos Governamentais, da Tecnologia de Modelagem de Informação da Construção da Câmara dos Deputados do Congresso Nacional e obteve o 1º Prêmio BIM da Administração Pública

Diversos

  • Desenvolvimento de estudos e anteprojeto como subsídio à contratação de projeto básica do Edifício Sede Administrativa Unificada da Companhia do Metrô
  • Desenvolvimento de estudos e documentação do anteprojeto para apoio à contratação dos serviços de execução e implantação de espaço expositivo comemorativo do cinquentenário da Companhia do Metrô: Estação Memória na Estação Sé
  • Desenvolvimento do projeto básico do sistema de comunicação móvel digital das linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha.

Conclusão

Tem muita coisa interessante no documento do Metrô. Recomendo a leitura completa do documento.

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Fernando Galfo

É engenheiro por formação e entusiasta de obras de mobilidade urbana. Utiliza transporte individual na maioria das vezes mas acompanha e sabe da real e urgente necessidade de investimentos em infraestrutura e principalmente em transporte público aliadas com políticas públicas de redução da pendularidade do sistema de transportes

2 comentários

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  • Interessante. Existe a intenção de ampliar a rede de metrô. O problema é que uma linha de metrô convencional custa, no mínimo R$ 600 milhões, o km. Tem linha que pode custar até R$ 1bi o km, dadas as dificuldades de construção, numa cidade como São Paulo, por exemplo. Falam que a imprescindível linha 19 , por exemplo, custará R$ 23 bilhões!!!! Quanto ao monotrilho, que parecia ser mais barato, o custo benefício parece não ser bom, como já afirmou o a atual governador. Então, não tem jeito. A cidade de São Paulo e outras regiões metropolitanas terão que investir muito em metrô convencional, além de ampliar e modernizar seu sistema de trens urbanos, criando serviços expressos e paradores, para distâncias maiores, além de investir na rede de média capacidade como corredores de ônibus e linhas de veículos leve-sobre trilhos. Do jeito que está , demoraremos, no mínimo, uns 50,60,70 anos, para termos uma rede decente sobre trilhos. A grana é curta e esperar por soluções como PPPS e empréstimos também é muito limitado, como vêm se mostrando na prática. Tem que criar novas fontes de financiamento como o pedágio urbano,a CIDE e etc… e vinculá-las à expansão do metrô convencional e do trem.Deve haver um potencial de mais de R$ 6bi anuais adicionais a mais no orçamento (8,5 milhões de veículos x r$60 mensais por veículo), se quiserem fazer isso. Mas isso implica em soluções políticas difíceis,mas que terão que ser enfrentadas, mais cedo ou mais tarde. Inclusive, ter uma fonte estável de recursos como essas, pode atrair mais interesses nas PPPs também, uma vez que elas dependem, para se viabilizarem, da contrapartida pública também.

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