Linha 17 Metrô

Contrato de sinalização e trens da Linha 17 Ouro tem prazo de 38 meses

Estação Vereador José Diniz da Linha 17 Ouro
Estação Vereador José Diniz

Após 2 meses da efetiva rescisão unilateral do contrato com o Consórcio Monotrilho Integração, o Metrô divulgou hoje o edital para licitação internacional, já na nova lei das estatais, 13.303/16, de fornecimento e implantação de sistema de sinalização, portas de plataforma, AMV, material rodante (trens) da Linha 17 Ouro.

Lembrando que é apenas para o trecho prioritário da Linha 17 Ouro, que liga o Aeroporto de Congonhas até a Estação Morumbi da CPTM e passando pela Estação Campo Belo da Linha 5 Lilás

De acordo com o edital o prazo contratual é de 44 meses após a emissão da primeira ordem de serviço. Deste prazo são 38 meses para execução de serviços.

Algumas datas marco do material rodante da linha 17:

  • Apresentação preliminar do material rodante: 90 dias
  • Projeto executivo do material rodante: 240 dias
  • Fabricação do 1º trem, sem pendências: 720 dias
  • Entrega do 2º trem: 780 dias

Veja a relação completa:

Importante: as datas abaixo foram calculadas por nós e podem sofre alterações:

Ou seja, as propostas sendo abertas 17 em setembro de 2019 e sendo otimista que a primeira ordem de serviço será assinada em 6 meses – similar ao tempo do processo dos contratos de retomada da Linha 15 Prata – a primeira ordem de serviço deve ser emitida em janeiro de 2020.

Assim, o primeiro trem, com prazo máximo de 720 dias, deverá ter sua fabricação concluída em até janeiro de 2022.

E o último trem, 14º, com prazo máximo de 1110 dias, deverá ter sua fabricação e comissionamento concluído em janeiro de 2023.

Pelo edital das obras civis remanescentes, só teremos as vias da Linha 17 prontas ao final de 2020 ou início de 2021.

Ou seja, teremos estações prontas, vias prontas e somente no início de 2022 é que veremos o primeiro trem chegar, praticamente 1 ano depois, para então talvez termos o monotrilho percorrendo as vias para testes.

Operação da Linha 17

Assim, somente em 2023 teremos a linha em operação pela ViaMobilidade com todos trens e horário integral.

Uma operação parcial ainda em 2022 não deve estar descartada, com alguns trens e intervalo relativamente alto – o que muito provavelmente deve acontecer, já que o término do comissionamento de 5 trens, bem explícito no edital, deverá acontecer com prazo máximo de 930 dias, ou seja, em agosto de 2022.

Conclusão

Espero que esses contratos sejam acompanhados semanalmente no mínimo, tanto pelo Metrô quanto pela Secretaria dos Transportes Metropolitanos.

Faremos nosso acompanhamento também!

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Fernando

É engenheiro por formação e entusiasta de obras de mobilidade urbana. Utiliza transporte individual na maioria das vezes mas acompanha e sabe da real e urgente necessidade de investimentos em infraestrutura e principalmente em transporte público aliadas com políticas públicas de redução da pendularidade do sistema de transportes

4 comentários

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  • É muito conveniente ao governo do estado em estipular a entrega dos trens até 2022 (ano de eleição para governo estadual e federal). Não faz sentido a linha ficar pronta durante 1 ano e só operar no ano seguinte, é muita palhaçada e despreocupação com o usuário. O governo já vem mostrando o que realmente interessa a ele e quais são as reais prioridades, acelerar o crescimento de trilhos no estado é simplesmente demagógico e fala eleitoreira de um sujeito que se diz gestor!
    Bom trabalho ao noticiar o fato e expor a possível realidade!!

    • BYD precisa desenvolver os vagões, não é tão simples quanto parece. Se fornecedor continuasse sendo a Scomi, vc estaria coberto de razão

  • Monotrilho, People Mover ou Aero Trem!?

    Uma vez que a empresa Scomi faliu, porque desta insistência em se usar um monotrilho na Linha 17-Ouro, que possui uma modelagem única para cada fabricante, significando que só ele só monta na sua configuração, se especificar BYD, Bombardier ou quaisquer outros, só poderá ser de fornecimento exclusivo cativo refém deste fornecedor.

    Destas conclusões entendo que a especificação do modelo nacional “Aerotrem” ou “Aeromovel” referência da Coester / Siemens que é uma espécie de VLT-Veiculo Leve sobre Trilhos elevado, iguais aos adotados nos aeroportos Salgado Filho-RS e já definido para o de Guarulhos-SP em bitola de 1,6m, que facilita o uso de pátios e oficinas compartilhado com o Metrô e CPTM, de mais simples implantação e manutenção o que diminui seu custo, pois utiliza rodeiros iguais sobre trilhos de aço além de chaveamento de mudança de vias mais simples, tratando-se de um trem mais estável que oscila menos ao trafegar que um “Monotrilho” ou “People Mover”, semelhante as linhas de Trens e Metrôs seja o mais indicado.

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