Linha 19 Metrô

Metrô licitará projetos da Linha 19 Celeste até o fim de 2019

Túnel na cor da Linha 19 Celeste

Com previsão de demanda diária de mais de 1 milhão de usuários, 26 km de extensão e 26 estações, a futura Linha 19 Celeste irá ligar Guarulhos na região de Bosque Maia até Campo Belo na zona sul de São Paulo.

A Linha 19 entrou oficialmente para a lista das próximas linhas do Metrô – após as que estão em processo de construção ou início de construção, como os monotrilhos Linha 17 Ouro e 15 Prata, Linha 2 Verde e Linha 6 Laranja. Será mais uma obra de expansão do Metrô para acompanharmos.

Com isso, a linha atenderá a grande demanda pendular entre Guarulhos e São Paulo que hoje é feita por ônibus da EMTU e transporte individual. Existe uma expressiva demanda reprimida por transporte de alta capacidade que será suprida pela nova linha. A previsão do Metrô é que o trecho completo da linha seja percorrido em 43 minutos.

De acordo com informações obtidas pela lei de acesso à informação (LAI), no orçamento de 2019, o Metrô pretende investir R$ 50 milhões para projeto básico e R$ 700 mil para o projeto funcional avançado. O investimento total da linha tem um custo estimado de mais de R$ 23 bilhões. A ideia do Metrô é que nos projetos funcionais também seja contratado as sondagens preliminares.

Com a aprovação do orçamento de 2019 essa madrugada, cabe agora o Metrô fazer as contratações até o final de 2019 com a verba disponível – lembrando que o orçamento ainda precisa passar pela sanção do governador.

Projeto Funcional

Recebo muitas perguntas e aqui deixo uma explicação bem detalhada do que consta em um projeto funcional:

  • Alternativas de traçado: locais onde a linha passará e possíveis integrações
  • Caracterização da área estudo: área de influência direta e indireta detalhando assuntos sobre população, empregos, uso do solo, características físicas, patrimônio histórico, estudo de interferências, estudo de áreas contaminadas.
  • Escolha da alternativa que melhor cumpre as funções de rede.
  • Detalhamento da alternativa recomendada: tamanho de plataformas, quantidade de escadas, bloqueios, frota, headway, estratégias operacionais.
  • Pátio e todo seu dimensionamento básico.
  • Estudo de reorganização do transporte coletivo: proposta de reorganização a ser implantada pelas Prefeituras
  • Estudos complementares: potencial de adensamento e redesenho do entorno das estações, intervenções, empreendimentos associados
  • Síntese do projeto funcional, relatório de divulgação e vídeo de divulgação.

Integrações da Linha 19 Celeste

A ideia é fazer a linha em 2 fases sendo a primeira entre Bosque Maia e Praça da Bandeira e terá as seguintes integrações:

  • Linha 1-Azul, na Estação São Bento
  • Linha 3-Vermelha, na Estação Praça da Bandeira

Posteriormente será feito o trecho até Campo Belo que terá as seguintes integrações. Não são todas definitivas, temos informações que pelo menos uma delas abaixo está rendo reavaliada.

  • Linha 2-Verde, nas Estações Brigadeiro e Dutra (futura)
  • Linha 5-Lilás, na Estação Campo Belo (em obras)
  • Linha 6-Laranja, na Estação Bela Vista (futura)
  • Linha 11-Coral da CPTM, na Estação Pari
  • Linha 17-Ouro, na Estação Campo Belo (futura)
  • Linha 20-Rosa, na Estação Hélio Pelegrino (futura)

No transporte sobre pneus terá as seguintes integrações:

  • EMTU: Corredor Guarulhos – Tucuruvi, na Estação Dutra (futura)
  • Corredor Santo Amaro–9 de Julho, nas Estações: Jesuíno Maciel, Cardoso de Melo, Hélio Pelegrino e Praça da Bandeira

Conclusão

Enfim teremos Metrô em Guarulhos mas não fiquem muito animados. Uma linha de Metrô, desde o seu anúncio oficial até a inauguração são pelo menos 7 anos.

Essa informação foi dada pelo presidente do Metrô Paulo Menezes na 2º Fórum de Mobilidade Urbana realizado pela Folha em janeiro desse ano:

“Não tem como fazer uma linha de metrô com menos de sete anos em São Paulo. Só para a desapropriação leva cerca de um ano e isso impacta os valores orçados. Não se consegue tirar uma licença ambiental com menos de um ano também.”

Esperamos que esse novo governo estadual agilize a emissão das licenças e toda burocracia que envolve uma contratação e construção de novas linhas de Metrô

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Fernando Galfo

É engenheiro por formação e entusiasta de obras de mobilidade urbana. Utiliza transporte individual na maioria das vezes mas acompanha e sabe da real e urgente necessidade de investimentos em infraestrutura e principalmente em transporte público aliadas com políticas públicas de redução da pendularidade do sistema de transportes

36 comentários

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  • Não entendi a integração com a Linha 11 na segunda fase… Então a implementação dessa linha poderá seguir o modelo da L4, com estações intermediárias entregues em fases posteriores?

    • A integração em Pari depende de projeto ainda a ser elaborado. Sobre estações intermediárias acredito que vai depender da disponibilidade de verba. Na Linha 4 foi esse o motivo do faseamento

  • Não existe interesse político, a obra leva 7 anos para a inauguração e o mandato do governador é de 4 anos. Corrobora também que o PSDB não ganha na Capital do Estado. E assim caminha a humanidade…

  • Aonde fica a estação Praça da Bandeira na L3 ?
    Pelo que sei, existe hoje, a estação Anhangabaú que é do lado da praça da bandeira.
    Matéria interessante, mas
    Talvez haja informação desconexa…

    • Fazendo isso você mata a extensão dela da Praça da Bandeira até Campo Belo e a extensão da linha 4 além da Luz. è mais vantajoso tem a L19 assim atendendo regiões novas. A L4 também ficaria livre par para expandir tipo para Vila Maria por exemplo.

      • Eu tenho q discordar em alguns pontos. A linha amarela possui ligação em todas as linhas mencionadas, tirando a L5, porém que é compensada pela L17, L2 e L1, quem possuem integração para linha lilás. A chegada pela região da Luz já torna muito mais benéfica a locomoção, pois teria uma rápida integração ao centro pela estação República (que fica a menos de 1km da estção Anhangabaú e desta possível futura estação Praça da Bandeira) e uma viajem mais rápida para a região da Paulista e Morumbi, além de fazer a integração com a linha das universidades, a L6.
        Eu não consigo enxergar como a L19 indo até Campo Belo é benefico, tendo em mente que a linha em questão não iria fazer uma ligação com a Zona Norte de São Paulo e a L5 já é bem atendida pela L1 e L2 (eu acredito e imagino que alguém que more em Tucuruvi não vá pegar a L19 para ir até a L5).
        Tirando o fato de que a estação da Luz já opera em seu ápice, seria muito mais barato e vantajoso se essa linha fosse uma extensão da L4 em meu ver.

      • Se fosse pra atender a mais regiões, não precisava ser na estação São Bento, ao invés disso, a estação Tiradentes seria mais razoável. Na ZN não há qualquer integração ferroviária – e isso desafogaria a a linha 1 até a estação da Sé.

        Seria muito bom ter alguma na altura da estação Santana ou mais ao norte.

  • Acredito que seria mais interessante, mais barsto e mais rápido uma Linha de Metro/CPTM via Superficie nas Marginais Tietê ligando Estação Engenheiro Goulart até a Estação Ceasa da CPTM .Vc ligaria com todas as Linhas atuais de Metrô e da CPTM, além de acesso ao Aeroporto GRU.

  • Bom seria se as obras iniciaram e estao paralizadas fossem retomadas linha6 laranja linha 15 prata ate sao mateus linha 17 ouro e linha 2 verde ate a dutra pra dps pensar em novas linhas estao querendo abracar o mundo mas se o governo tiver condicoes de tocar todos esses projetos va em frente !!!

  • Pq as estações por aqui tem q ser tão grande por fora? No mundo todo existe apenas uma escada q da acesso ao metrô. Aqui são erguidas construções enormes em cada estação. Pq?

    • Um dos motivos é acessibilidade: elevador e escada rolante. tem lei referente a isso. E construir fora da estação as salas técnicas/equipamentos são mais barato que construir no solo.

  • Oi
    Na minha opinião, essa obra seria uma das mais importantes de toda linha metroviária, pois iria ligar as regiões dos dois aeroportos de São Paulo e com maior rapidez. Já o trem da linha 13 Jade é uma piada para os da região de Cumbica e para os que querem acessar o aeroporto, devido constrangimento de descer do trem, andar por uma passarela e com bagagem, ter que pegar um ônibus do GRU para poder chegar nos terminais. É tão difícil assim fazer as estações na frente do aeroporto? Que politicagem imbecil é essa que não atende ninguém? Quem conhece lá sabe que não tem nada naquele local…de um lado só mato ao lado da rodovia, e do outro o empresas de logística ligadas a aviação. Por isso ratifico, que a linha 19 Celeste seria mais rápido e mais inteligente para o cidadão chegar aos dois aeroportos. Só que o aeroporto não fica no Bixiga, é necessário que se aprove de uma vez o projeto completo até o Campo Belo, para que também ajude a desafogar a linha verde, para que não se torne uma linha vermelha. Aliás, desafogaria a linha vermelha se construísse logo a linha 16 Violeta e a linha 21 Onix. Dinheiro sempre tem, é só perguntar para onde foram os desvios da linha lilás, etc.

  • Ao meu ver, a expansão do metrô de São Paulo tem que estar focada no metrô convencional e não nos monotrilhos que se mostraram com um custo benefício elevado. Obviamente que podem existir projetos de média capacidade, quando não há demanda para o metrô. Linhas de bondes segregadas, como o metrô do Porto em Portugal podem ser interessantes de fazer nesses casos. Voltando à situação atual da mobilidade da capital e região metropolitana, estamos muito atrasados, apesar das últimas inaugurações. Vejo como prioritário, nos próximos dez anos, construir 4 novas linhas de metrô pesado:
    1) Linha 19 completa entre Campo Belo e Guarulhos, com 26km.
    2) Linha 16 ,entre Cidade Líder e Oscar Freire, com 20km.
    3) Linha 6, entre Brasilândia e Parque da Mooca, encontrando com a linha 16, com 19km.
    4) Linha 20, pelo menos um trecho inicial entre Lapa e São Judas, com uns 17km.

    No mais expandir as linhas 2,4 e 5.

    Linha 2 : Prudente-Dutra, com 14km e Vila Madalena-Leopoldina, com 6km, dando 20km.
    Linha 5: Capão-Jardim Angela, com 4km e Cháca Klabin-Tatuapé, com uns 8km.
    Linha 4: Vila Sônia-Taboão, com 3,5km e uma ligação da Luz, com Belém na linha 3, passando pelo Pari e Rua Oriente, com uns 4km. No total , dariam uns 122 km. Considerando uma média de R$ 700 milhões o Km, isso daria uns R$ 85 bi, no total, para termos uma rede básica, em que faltariam muitas coisas a serem feitas. Terminar as linhas 15 e 17 do monotrilho. No caso da linha 15, expandir até a estação Ipiranga.

    No mais, tinha que acelerar a modernização da CPTM e tentar engatar o projeto de um túnel ferroviário ecentral de 12 km entre a Lapa e Braz, aumentando a capacidade das linhas. Além disso, criar serviços de trens expressos ligando Jundiaí, Itapevi, ABC , Moji e Suzano ao centro de SP. Esses serviços poderiam ser compartilhados com os trens regionais e/ou com a CPTM.

    Somando tudo isso, precisaríamos seguramente de mais de R$ 100 bi, uns R$ 10 bi/ano, fora os trens regionais.

    • Acredito ser muito difícil tudo isso mas não custa sonhar né? Na gestão anterior da STM ao todo foram investidos 17 bi, portanto não acredito que consigamos 10bi/ano.

      • Concordo, mas aí entra uma questão que terá que ser enfrentada. O fato é que com as fontes atuais de recursos, mesmo considerando que se faça uma excelente reforma da previdência e um ajuste fiscal nos outros gastos de custeio, isso nos três níveis de governo, será necessário uma taxação adicional para conseguir esses recursos. Até porque SP tem outras demandas nas áreas de educação, segurança e saúde e etc…. A cidade e o estado não podem comprometer outras áreas essenciais e nem o equilíbrio fiscal para fazer o metrô. De onde virá essa taxação adicional, é uma equação política muito difícil de resolver,até porque a descrença das pessoas é grande quanto a qualquer aumento de impostos/tarifas e, por outro lado, os governantes não querem ter esse ônus político. Deveria criar, ao meu ver , uma taxação adicional sobre os veículos individuais, que permita arrecadar uns R$ 7bi a mais por ano e tentar alavancar o resto com PPPs e empréstimos para poder investir. O risco é os proprietários fugirem de SP e quererem transferir os carros para outros estados. Pode tentar aproveitar aumentando a CIDE sobre os combustíveis, mas a greve dos caminhoneiros mostrou a dificuldade de fazer isso. As próprias PPPs só vão se viabilizar se o investidor tiver a garantia de ter esses recursos estatais. Não sei com certeza o número de veículos na soma de grande SP e capital, mas me parece que são mais de 9 milhões. Teria que ser R$ 800 mais por carro ,por ano, por uns 10,20 anos para viabilizar essa rede. Teríamos ,em 20 anos, uns 200 km adicionais de metrô ou até mais. Tem a possibilidade do pedágio urbano, mas isso seria uma briga também. Ou poderia ser uma combinação de várias fontes de recursos(CIDE,pedágio urbano, adicional sobre o IPVA). Mas ninguém quer mexer nessa casa de marimbondo.

        • Teria que ser uma receita estável ao longo do tempo. Pedágio Urbano e automóveis pode ter oscilação para baixo, o que poderia acarretar em falta de verba no futuro. Com uma maior malha de trens/metrô mais pessoas podem usar e deixaram o carro, por isso essas duas soluções não são viáveis no longo prazo. Infelizmente não tenho ideia de como conseguir esses recursos de forma consistente ao longo do tempo

          • Concordo em partes, mas um aumento da malha de metrô também vai demorar para ficar pronta. Teria que haver uma estimativa de quanto reduziria o uso dos carros, enquanto o metrô vai ficando pronto. Mas de qualquer forma seriam recursos adicionais. Creio que essas soluções do pedágio urbano, adicional sobre IPVA , CIDE sejam viáveis por um prazo de 10 anos, talvez um pouco mais. Isso considerando que linhas de metrô como aquelas que citei não ficariam prontas em menos de 7,8 anos, acredito. Não consigo também ver de onde mais tirar tantos recursos. Poderia ser PPP? Não sei . Acho as PPPS mais como um complemento para as linhas mais rentáveis.Mas em obras como o metrô, vejo que o setor privado entraria se tivesse a garantia certa da contrapartida estatal e mesmo assim , eles entrariam de modo limitado. Não creio que um investidor banque mais do que 50% de uma obra como o metrô. Mesmo assim, dificilmente será com capital próprio.Provavelmente recorrerá a agências de fomento como o BNDES ou bancos estrangeiros. No mais, em alguns países os governos federais bancam essas obras a fundo perdido, pois dificilmente estados e cidades têm condições de bancá-las sozinha. Talvez, com a situação do governo federal melhorando com as reformas mais o crescimento econômico, isso possa acontecer. Ou ,provavelmente, uma somatória de tudo (recursos atuais, novos recursos daquelas fontes que citei, PPPs + governo federal). Vamos torcer para que se chegue a um entendimento. Mas toda a discussão é válida.

  • Uma coisa que, ao meu ver, poderia ser pensada pelos projetistas do metrô para o futuro. Uma ou mais linhas circulares para melhor distribuir os fluxos entre as linhas atuais e futuras. Claro, que com as restrições financeiras de hoje , isso parece um sonho irrealizável. No meus devaneios, pensei em duas linhas. A primeira mais central, começando na estação Tiradentes, que poderia ser Tiradentes-Bras-Cambuci-Aclimação-Ana Rosa-Oscar Freire-Sumaré-Cardoso de Almeida-Marechal Deodoro-Bom Retiro-Tiradentes. Uma segunda, “mais aberta”, começando em Tietê e fazendo Bresser-Vila Prudente-São Caetano-Cursino-Saúde-Eucalipitos-Berrini-Butantã-Cidade Universitária-Vila Madalena-Pompéia-Arena Palmeiras-Barra Funda -Tietê. Claro, que podem haver trajetos alternativos a essas linhas. Somente são sugestões, mas acredito que linhas desse tipo facilitariam muito a locomoção em áreas densamente povoadas e evitariam sobrecarregar estações mais centrais.

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