CPTM Linha 10

CPTM planeja ter 30 novos trens e Linha 10 será prioridade

Serie 2100 circulando na Linha 10
Série 2100 (Jean Carlos)

Tivemos acesso com exclusividade ao plano de negócios da CPTM para o quadriênio 2020-2024 e nele a CPTM planeja “aquisição de 30 novos Trens de 8 carros”

Perguntamos a Companhia se está sendo avaliada a opção de leasing, igual o Metrô pretende fazer, e se foi iniciada alguma conversa com eles para troca de informações:

“A CPTM está avaliando as alternativas existentes para, quando da efetivação da aquisição de novos trens, escolher aquela que represente a melhor viabilidade dentro do plano de negócios. A alternativa de “Leasing” faz parte desta avaliação e o Metrô tem subsidiado a CPTM com as informações necessárias. Os estudos estão em andamento”

Sobre a alocação dos novos trens:

“A alocação de futura frota faz parte desta revisão dos estudos, mas podemos, de antemão, afirmar que a Linha 10 é prioritária para a renovação da frota.”

Em dezembro 2018, em entrevista exclusiva ao Ferroviando, o ex-secretário Clodoaldo Pelissioni disse que “Vão ficar trens antigos só na Linha 10 Turquesa que tendo 20 trens resolve. ” – em referência ao contrato atual de renovação dos trens.

Sistema de sinalização

Sabendo que o contrato do CBTC da Linha 10 está paralisado por restrição orçamentária há vários anos, perguntamos se os novos trens terão sinalização dupla: ATC e CBTC para que eles possam operar na linha 10 sem CBTC e como a CPTM pretende lidar com essa questão de desalinhamento na contratação de sinalização versus a entrega do trem:

“A CPTM está finalizando o plano de investimento para o próximo período, bem como a revisão do Plano de Negócios para adequá-los à realidade orçamentária apresentada. Desta forma, será realizada análise de todos os contratos existentes para adequá-los às diretrizes apresentadas, em especial sob a ótica da infraestrutura existente e futura das linhas da CPTM. “

Prazos

Sobre o prazo da publicação do edital:

a adequação do Plano de Negócios da CPTM está sendo feita em acordo com as diretrizes orçamentárias do Governo do Estado de São Paulo, sendo impossível afirmar, neste momento, um prazo para início do processo de aquisição de novos trens.

Vale notar que como o plano de negócios tem como 2020 o ano inicial, podemos presumir que esse edital não sairá esse ano.

Enquanto isso ainda veremos as séries 3000 e 2100 ainda circulando pela Linha 10.

Trens do TIC

Perguntamos também porque a contratação dos trens do futuro Trem Intercidades (TIC) não está nos planos de 2020-2024 e se compra deles será de responsabilidade do futuro concessionário do serviço:

O Trem Intercidades faz parte do Plano de Governo atual e está sendo conduzido pela Secretaria de Transportes Metropolitanos, com apoio técnico da CPTM. Por este motivo não consta do Plano de Negócios da CPTM

Viagem a Brasília

Recentemente perguntamos pelo Twitter ao Presidente da CPTM, Pedro Tegon Moro, se ele podia nos dizer para qual projeto sua ida à Brasilia estava associada e ele nos respondeu: “renovação da frota de trens”. Muito provavelmente para esse plano dos 30 novos trens. Confira:

Presidente da CPTM Pedro Tegon Moro Linha 10 renovação da frota

Futuro da Linha 10

A Linha 10 Turquesa tem um futuro promissor! Está planejada a extensão da Linha 5 Lilás e da Linha 15 Prata até o Ipiranga, com isso tendo mais duas integrações e evitando que a linha seja pendular em toda sua extensão.

Até o final desse ano devem ser finalizadas as obras de acessibilidade das Estações Mooca e Capuava. E conforme a última promessa todas estações da CPTM estarão com acessibilidade em 2020.

Conclusão

As Prefeituras das cidades de São Caetano do Sul, Santo André, Mauá e Ribeirão Pires também tem que fazer a lição de casa com as obras de drenagem para evitar alagamentos na faixa de domínio da CPTM e na própria região.

E a população tem que colaborar não vandalizando os novos trens e não emporcalhando-os com restos de comida e sujeira.

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Fernando Galfo

É engenheiro por formação e entusiasta de obras de mobilidade urbana. Utiliza transporte individual na maioria das vezes mas acompanha e sabe da real e urgente necessidade de investimentos em infraestrutura e principalmente em transporte público aliadas com políticas públicas de redução da pendularidade do sistema de transportes

12 comentários

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    • Sem problemas. Para mim há relação afinal alguma parte dos passageiros reclamam de trens velhos mas quando eles chegam, não dão valor. Quanto a Prefeitura, de nada adianta trem novo que corre o risco de ficar “alagado”

  • As notícias realmente são boas.

    Espero mesmo que tanto a Linha 5 quanto a Linha 15 cheguem até a Linha Turquesa,seria algo fantástico. E a cereja do bolo seria o retorno a Luz…sonhar não custa nada

  • Na verdade, as obras de acessibilidade estão paradas /abandonadas em todas as estações da linha. O prazo para Ribeirão Pires, por exemplo, era dezembro, mas há muita coisa a ser feita ainda e nenhum trabalhador a meses. Fica uma solicitação de matérias para vocês cobrarem uma posição da CPTM e da STM.

  • O maior problema da Linha 10 – Turquesa é estrutural.

    De fato, os trens espanhóis que ainda circulam nela são mais confortáveis e mais velozes que os trens que a CPTM adquiriu, características especialmente pertinentes para uso numa linha que possui estações realtivamente distantes entre si e muitos trechos afastados da malha urbana.

    Com efeito, a realização de obras para mitigar os alagamentos frequentes na região de Utinga e para substituir os cerca de 6km de trilhos condenados na linha se mostraria uma medida muito mais produtiva do que o leasing de novos trens, que não deixa de ser opção interessante para o futuro.

    Nesse sentido, importante observar que, desde que o contrato anterior para manutenção da Linha 10 se encerrou e a CPTM assumiu a execução das obras, houve um corte de 90% na mão-de-obra disponível para execução das tarefas, segundo publicação do Diário do Transporte de 18/12/2018.

  • Não sei. Posso estar enganado, mas imagino que os problemas de alagamento na Linha 10 – Turquesa tenham uma dificuldade maior do que apenas obras de drenagem. O grande problema é que em boa parte da extensão da linha, ela segue margeando o Rio Tamanduateí, numa região que seria a sua várzea, ou seja, naturalmente existente para comportar as cheias do rio. Claro que como muitos lugares em São Paulo, o crescimento desordenado acabou por gerar situações como essas. Em Santo André e em São Caetano, por exemplo, foram feitas obras de melhoria de drenagem nas regiões no entorno das estações, mas mesmo assim tempos atrás houve alagamentos consideráveis. Outro problema é o Ribeirão dos Meninos, que fica na divisa de São Caetano do São Paulo, o qual sempre acaba ficando num jogo de empurra-empurra entre as Prefeituras.

    Creio que haveria uma necessidade de intervenção em maior grau na Linha 10, a qual deverá demorar a ocorrer por não ser uma linha com demanda tão alta comparada com as demais (em que pese parte desse problema ser a ausência de boas condições da estação e os intervalos altos entre as composições). Talvez obras de elevação dos trilhos em alguns trechos poderia auxiliar em parte neste problema, mas são obras que exigiriam uma intervenção considerável. Além do mais, a retomada da construção de subestações de energias (algumas estão abandonadas desde meados de 2014), a melhoria da acessibilidade nas estações (praticamente só a Estação Tamanduateí possui tais adequações) e a implantação do CTBC com certeza fariam com que esta linha já tivesse um aumento, ao meu ver, de 1/4 do atual número de passageiros.

  • Alem de obras de drenagem as prefeituras devem incentivar a integração tarifária das linhas municipais de sua responsabilidade com a CPTM, no caso particular com a linha 10 turquesa. Quanto mais integrações, mais passageiros a linha irá atrair e a recíproca é verdadeira para as linhas municipais.

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