CPTM Linha 9

CPTM mudará o loop operacional da Linha 9 Esmeralda em agosto

Série 7000 na Linha 9 Esmeralda
Série 7000 na Linha 9 Esmeralda da CPTM (Jean Carlos)

A ideia de mudar o loop operacional da Linha 9 Esmerada não é nova. A CPTM já havia nos informado via lei de acesso a informação que a mudança do loop atual de Pinheiros – Santo Amaro iria mudar para Pinheiros – Grajaú, mas só com a extensão da linha chegando em Varginha, em 2022.

Mas pelo que apuramos essa mudança acontecerá mês que vem, em agosto de 2019. Quem percebeu trens partindo vazios de Pinheiros com letreiro Grajaú? Ou 2 Grajaú para 1 Jurubatuba? Sim, a mudança já vem sendo testada há algum tempo.

Além desta mudança, a CPTM pretende reduzir o intervalo em 30 segundos (haverá também um ganho de tempo pelo fato de não precisar manobrar no AMV em Jurubatuba) e incluir mais 3 trens na operação. Hoje no horário de pico são 22 trens e em agosto passará a ser 25 trens.

Com os trens da série 8000, que desde domingo (7) estão operando na Linha 9 e que tem 36 m² a mais de espaço (open gangway e não ter cabines intermediárias) e se considerando a média de 5 passageiros por m² da linha 9 no pico, a capacidade é de 180 passageiros a mais em relação a série 7000.

Com todas essas mudanças supracitadas, haverá um incremento de 20% mais passageiros transportados pelas nossas contas.

Será uma mudança significante para as Estações Vila Olímpia, que embarca em média 37 mil passageiros por dia útil (MDU) e na Estação Morumbi, 30 mil MDU. Duas estações com o maior número de embarque sem ter transferência ou ser estação terminal.

Não deixa de impactar também as estações da ponta de linha e nas integrações em Santo Amaro e Pinheiros.

Além disso tudo tem a implantação do sistema de sinalização ATO, extensão até Varginha, e a nova Estação João Dias.

Seria pedir muito para Linha 9 Esmeralda chegar na Lapa com via duplicada e quem sabe até Água Branca? Acesso mais fácil ao futuro Trem Intercidades até Campinas.

Sonhando alto ou realidade?

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Fernando Galfo

É engenheiro por formação e entusiasta de obras de mobilidade urbana. Utiliza transporte individual na maioria das vezes mas acompanha e sabe da real e urgente necessidade de investimentos em infraestrutura e principalmente em transporte público aliadas com políticas públicas de redução da pendularidade do sistema de transportes

15 comentários

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    • De então um susto no PSDB nas próximas eleições, enquanto estiverem ganhando no primeiro turno não sai.
      Em Guarulhos como o partido tinha dificuldades saiu a linha 13.

  • Pra chegar na Lapa tem que enterrar ILE e reunificar a Lapa sob a terra.
    O quê não acho má ideia, aliás seria um dinheiro muito bem gasto…

  • Moro no Grajaú e sonho se algum dia irei estar na plataforma da estação Grajaú pra pegar o trem e irei ver o letreiro escrito LUZ nele…

  • Bom, a verdade é que virar a Linha 9 para a Lapa (tirando-a de Osasco) teria suas vantagens também, mas acabaria, provavelmente, sendo mais prejudicial do que benéfico, sobretudo para Osasco e para a Linha 8.

    Vamos imaginar este cenário no pico da manhã: na estação Osasco chega o trem da Linha 8 sentido Júlio Prestes. Quem está nele e vai para a Linha 9 não desembarcará mais ali, mas apenas em Imp. Leopoldina (depois de Pres. Altino ainda portanto). Todo o fluxo [significativo] de passageiros que acessa a estação Osasco de fora para dentro (via linha de bloqueios) teria que, obrigatoriamente, embarcar na Linha 8 (ou seja, não se dividiria mais entre as linhas 8 e 9, como é hoje).

    Enfim, criariam-se graves problemas em Osasco e na Linha 8.

    Inclusive, conforme os planejamentos da CPTM de um passado não tão remoto, para médio e longo prazos, a virada da Linha 9 rumo à Lapa só poderia ser viabilizada com a criação simultânea do [talvez já finado] Expresso Oeste-Sul (Barueri-Pinheiros), que assumiria parte do traçado atual da Linha 9 entre Osasco (inclusive) e Ceasa (exclusive), mas cujo projeto, na melhor e mais otimista das hipóteses, está agora bem no fundo de alguma gaveta (com prioridade zero para sair do papel nos próximos 10 anos pelo menos).

    Se as linhas 8 e 9 fossem do Metrô, e a Linha 8 fosse tratada como este trata a sua Linha 2, aí pode ser que o Metrô faria isso sim, sem dó, de tirar a Linha 9 de Osasco sem ter o tal Expresso Oeste-Sul (sem se importar com superlotação). Mas, em linhas gerais, a CPTM hoje está muito mais realista e com os pés no chão do que o Metrô. É só ver, por exemplo, a questão do headway: chegar a 3 min para a CPTM é bem factível sim (daria até para chegar a menos do que isso em algumas linhas). Agora, quero ver o Metrô (com estações com uma quantidade enorme de embarques/desembarques no pico, as quais vão “segurar” os trens por mais tempo em suas plataformas) conseguir chegar, de fato e na prática, a 1,5 min (ou 90 s) que o CBTC proporcionaria, tanto que eles mesmos nem citam mais os tais 90 s (falam agora em 100 s no mínimo para o futuro em algumas linhas, como para a 2 e a 5).
    E só lembrando que 75 segundos é o headway mínimo de PROJETO, já os 90 segundos seria o headway MÍNIMO operacional (efetivamente na prática, mas, mesmo assim, desde que….. enfim, desde que se atenda a uma série de requisitos, sobretudo tempo máximo de parada em plataforma; porém, o nosso passageiro é, infelizmente, o primeiro a segurar a porta indiscriminadamente e impedir isso; apenas 5 segundos de atraso em 90 s de intervalo não há como recuperar; já 10 s em 2 min de intervalo, sim).
    Achar que pode chegar a menos de 90 s é, analogamente, como um trabalhador achar que pode usufruir 100% de seu salário bruto.

    • Duplica a via… Tira aquelas bikes do rio Pinheiros e prioriza os trilhos. Consegue assim duplicar a capacidade da linha e cada uma segue para um lado, ou aplica um AMV de alto desempenho para comutar os trens entre Lapa e Osasco.

  • Fernando, esses 25 trens ao todo não seriam só para poder prolongar o loop em definitivo até Grajaú, mas mantendo os atuais 4 min de intervalo?

    Posso estar enganado, mas penso que talvez sejam necessários ainda mais trens para também reduzir o intervalo para 3 min e meio, pois apesar do ganho de tempo em Jurubatuba, estender o loop até Grajaú certamente demoraria bem mais para os trens retornarem do que de Jurubatuba (rs).

  • A região de Osasco já se aproxima de 3 milhões de habitantes, e creio que a CPTM já percebeu essa questão há muito tempo “de não cometer erros para prejudicar milhões de passageiros”. A linha 9 vai continuar em Osasco (que hoje é um grande polo tecnológico, comercial e de serviços do Estado de S.Paulo)”.

  • No pico da manhã, o loop atual partindo de Jurubatuba permite que pessoas embarquem em Socorro e principalmente na estação Santo Amaro, em que há a integração com a Linha 5 – Lilás, com espaços disponíveis nos trens. O que será impossível com o loop em Grajaú.
    No pico da tarde, os trens se arrastam entre Berrine ou Morumbi, até Santo Amaro ou Socorro. Como colocar mais 3 trens, se nos trechos acima, eles quase param?

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error: Hum, não vale copiar né??