CPTM

Meta da CPTM é ter headway de 3 minutos em todas linhas

Série 9500 (CPTM)

No evento de lançamento da 25ª Semana de Tecnologia Metroferroviária da AEAMESP, realizado na FIESP, o ex-diretor de operações e manutenção José Luiz Lavorente fez uma apresentação sobre os investimentos da CPTM para o quadriênio 2019-2022.

A apresentação foi iniciada explicando que muita coisa ainda está em estudo e fase final de detalhamento.

Antes de falar do plano propriamente, foi apresentada a malha atual da CPTM e contado um breve do histórico da CPTM e a questão que por mais que seja uma empresa nova, criada em 1992, possui ativos de origem centenária, como a São Paulo Rail, que tem 150 anos de historia. Para quem não sabe ela foi primeira ferrovia do estado de São Paulo que operou entre 1867 e 1946.

E explica: “falamos isso para mostrar os desafios para transformar a CPTM em uma empresa moderna e com alta capacidade de atendimento aos clientes diariamente. Você tem que ir modernizando e correndo atrás diariamente de uma demanda crescente. Antes 3 milhões de passageiros/dia, eram dias recordes, hoje já está 2.980 todo dia, no mês de fevereiro que não é propriamente de maior carregamento.”

Para fazer frente a isso, a CPTM está fazendo “muito mais atividades de capacitação do que de expansão” e apresenta 4 objetivos do plano de investimentos:

  • Elevar o padrão de atendimento aos passageiros
  • Ajustar a oferta de lugares
  • Novos serviços
  • Frota

Destaca também para a capacitação do sistema de energia e sinalização e que já existem diversos contratos já celebrados para subestações e sinalização e que estão buscando a retomada.

E cita algumas subestações: “Barra Funda, Ribeirão Pires, Patriarca, Dom Bosco, Socorro, Cidade Jardim. Tem várias necessidades. Isso vale também nos sistemas de sinalização” e finaliza “Energia e sinalização: esse é o grande foco da empresa para os próximos 4 anos

Com isso a ideia é “capacitar a empresa para conseguir, em qualquer linha, headway (intervalo entre os trens) de 3 minutos nos 4 próximos anos, mesmo que você não implante o serviço de 3 minutos por ausência demanda ou por qualquer outra razão

O valor estimado para isso é em torno de R$ 1 bilhão.

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Fernando Galfo

É engenheiro por formação e entusiasta de obras de mobilidade urbana. Utiliza transporte individual na maioria das vezes mas acompanha e sabe da real e urgente necessidade de investimentos em infraestrutura e principalmente em transporte público aliadas com políticas públicas de redução da pendularidade do sistema de transportes

6 comentários

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  • Não diria se tratar de uma utopia, mas sim de um projeto ousado. Quem anda de trens há anos sabe que podemos não ter tudo as mil maravilhas, mas se observarmos num período de 10 (dez) anos, tivemos sim melhoras. Poderiam ser maiores? Sem sombra de dúvidas, mas devemos levar em conta para isso desde crise financeira até mesmo tamanho da malha, limitação de recurso da companhia para investir e tantos outros motivos.

    Esse número de 3 minutos realmente é algo formidável e que com certeza poderá atrair muita gente para os trens. Buscar uma regularidade com um baixo tempo é algo que exigirá muito trabalho em diversas ponto, como energização da linha, condições da via permanente, sinalização e até mesmo a distância entre estação, além do fato, claro, dos períodos em que a malha é dividida com trens de carga.

    Nos resta mesmo aguardar e acompanhar, mas fato é que há tempos não via uma atuação mais enérgica com a CPTM e seus serviços.

  • O Lucas A. Santo fez um comentário mais que perfeito acerca da CPTM. O serviço ferroviário de São Paulo já foi muito pior. A CPTM faz até bem a parte dela assim como o Metrô, no entanto o Brasil foi assolado por diversas crises de âmbito econômico e sobretudo político, impedindo diversos projetos de malha ferroviária paulistana.
    Seria mais que adequado o intervalo de trens na CPTM ser de 3 em 3 minutos, além da construção e reforma das estações bem como maior segurança nas dependências e uma modernização do sistema. Entretanto, o transporte sobre trilhos paulista é vítima da corrupção e da má intenção do governo paulista, logo vejo remota, enquanto pública e com o PSDB no comando da CPTM avançar.
    Se a CPTM e o Metrô tivessem autonomia assim como tem a Petrobras, por exemplo, teria certeza de que a CPTM e o Metrô seriam grandes exemplos de gestão.

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error: Hum, não vale copiar né??