Linha 17 Metrô

Metrô consegue na justiça a retomada das obras da Linha 17 Ouro

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Pátio Águas Espraidas (Alberto Esteves)

Conforme noticiamos recentemente, a justiça havia solicitado a paralisação de parte das obras do monotrilho da Linha 17 Ouro. Hoje o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu a decisão judicial que determinava a paralisação das obras da Linha 17 assim a obra será retomada.

Na decisão ele considerou que o valor da causa, de R$ 11 milhões, era muito baixo em relação ao R$ 1,4 bilhões (2010) do contrato – não chega nem a 1%. Também disse que paralisação causaria prejuízos tanto para a sociedade quanto para o Metrô.

É fato notório que a paralisação do contrato provocará o retardamento da entrega da obra – que, diga-se de passagem, já está bastante atrasada -, em detrimento da expectativa de expansão do serviço público de transporte metroviário à população“, disse o presidente do TJ. “Como convincentemente exposto no pedido inicial, se mais atrasos ocorrerem na entrega da linha 17-Ouro, o requerente não terá como cumprir o contrato já firmado de concessão para a exploração dessa mesma linha, o qual prevê penalidades pela não entrega do “Trecho 1” da Linha 17 – Ouro para início das operações no ano de 2020“, afirmou em sua sentença.

Lembrando que o consórcio, mais especificamente as construtoras Andrade Gutierrez e CR Almeida não querem mais tocar a obra. Esse contrato em específico refere-se a a instalação das vigas-trilho e o fornecimento dos trens. A Scomi, fabricante dos trens e integrante do consórcio, pretende continuar no contrato.

A construção das estações do monotrilho está sendo tocada por outro consórcio, liderado pela empresa Tiisa. Essa construtora é responsável pelas obras da Estação São Paulo Morumbi e do acesso secundário da Estação Oscar Freire da Linha 4 Amarela.

Recentemente publicamos a instalação da primeira passarela das estações da Linha 17.

Com informações do portal Terra

Conclusão

Mais uma vez uma decisão de primeiro grau revertida em favor do Metrô. É fato que decisões do primeiro grau que paralisam obras causam um impacto gigantesco cronograma e não tem como antecipar isso na fase de planejamento. Realmente o principal prejudicado é a população.

O mesmo aconteceu com a Linha 5 no passado. Ora, se há uma denúncia, que multem as empresas, demitam os diretores ou bloqueie bens das empresas no valor da multa. Obras de infraestrutura desse porte não podem ficar paradas aguardando investigações que podem levar anos. Vide o caso das obras da Estação da Gávea, na Zona Sul do Rio, que teve o poço inundado para evitar riscos ao terreno.

Espero que os juízes levem esse fator em consideração em decisões futuras.

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Fernando Galfo

É engenheiro por formação e entusiasta de obras de mobilidade urbana. Utiliza transporte individual na maioria das vezes mas acompanha e sabe da real e urgente necessidade de investimentos em infraestrutura e principalmente em transporte público aliadas com políticas públicas de redução da pendularidade do sistema de transportes

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error: Hum, não vale copiar né??