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Linha 10 será prioridade para novos trens, energia e sinalização

Serie 2100 circulando na Linha 10 CPTM
Série 2100 (Jean Carlos)

Hoje foi realizada na Estação Luz a entrega de uma composição da série 9500 para a Linha 7 Rubi, fabricados pela Hyundai-Rotem. Essa é a 64ª do lote de 65 unidades compradas pelo Governo do Estado “a fim de dar mais conforto e eficiência ao transporte ferroviário na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP)”. Aproveitamos para pautar a Linha 10 Turquesa.

De acordo com o anuncio os novos trens fazem parte da padronização das frotas:

A CPTM está readequando a frota de acordo com a necessidade operacional, de forma a padronizar as linhas. Desde 2007, já entraram em operação 169 novos trens em todas as linhas da Companhia. O último trem do lote de 65 deve ser entregue até o fim deste ano

Pelo que apuramos o último trem do lote de 65 será entregue em agosto de 2019.

A Linha 7-Rubi transporta, em média, 470 mil passageiros por dia, sendo 435 mil entre Luz e Francisco Morato e 35 mil entre Francisco Morato e Jundiaí. 

Painel da Série 9500 da CPTM
Painel da Série 9500 da CPTM

RETREM

Aproveitamos a pauta de novos trens e sabendo que o anúncio oficial do financiamento do RETREM será amanhã, perguntamos ao Secretário Alexandre Baldy se os 34 novos trens da CPTM usarão esse financiamento, que utilizará recursos do FGTS com taxas de juros anuais de 5,5% e 20 anos de prazo e carência de 48 meses.

Fico muito feliz que o RETREM se torne uma realidade porque foi um projeto que eu iniciei enquanto Ministros da Cidades, aprovando no conselho curador do FGTS. Projetos para financiamento dos trilhos, que o Estado de São Paulo, é o maior utilizador e o maior comprador de trens, seja de frota nacional ou internacional. Portanto é muito importante e nós utilizaremos sim, apresentando projetos e usar esse recurso de financiamento para podermos investir em novos trens”

Sobre o prazo:

Nossa intenção é termos autorização do Governador João Doria para fazer aquisição de 34 novos trens para que possamos reformular por completo toda frota da CPTM

Linha 10 Turquesa

Perguntamos se a Linha 10 Turquesa continua sendo prioridade:

A Linha 10 é prioridade haja vista que tem uma frota menos atualizada. Realmente o investimento na linha como todo é uma prioridade

Serie 2100 circulando na Linha 10 da CPTM
Série 2100 na Linha 10: O próximo a ser baixado no futuro

O leasing era uma possibilidade de modelo de aquisição e perguntamos se ele foi descartado com o uso do RETREM:

“Todos os modelos de financiamento de aquisição serão estudados. A CPTM analisa, temos aqui o Diretor de Operações Argenton, que está debruçado e estudando a melhor possibilidade de aquisição – PPP, leasing e financiamento – para com responsabilidade escolher o melhor modelo”

Comentamos que não adianta ter trem sem sistemas de energia e subestações para coincidir com o contrato de entrega dos novos trens:

Absolutamente. A CPTM tem investido muito. A Linha 11 começou o ano como uma prioridade na reconstituição das subestações energéticas, nas melhorias das energizações, haja vista que as Linhas 11, 12 e 13 usam o mesmo sistema. A ampliação para que se possa obter uma melhor energização de todas as linhas. Assim como todas as demais linhas para que possa a partir do 18º ou 20º da aquisição, quando eles começam a ser entregues, que a infraestrutura, tanto quanto a energia e sinalização possam estar amparadas para receber essas novas composições

Conclusão

Não adianta a Linha 10 Turquesa ter novos trens, CBTC e energia se as prefeituras do ABC não resolverem as recorrentes questões de enchentes e alagamentos.

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Fernando Galfo

É engenheiro por formação e entusiasta de obras de mobilidade urbana. Utiliza transporte individual na maioria das vezes mas acompanha e sabe da real e urgente necessidade de investimentos em infraestrutura e principalmente em transporte público aliadas com políticas públicas de redução da pendularidade do sistema de transportes

10 comentários

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  • Enchente e alagamento existem desde a época dos guaranis e nenhum político tem superpoderes para eliminá-las. Uma linha que corre ao lado do córrego deve ter um grade que mitigue seus efeitos.

    • Mas antigamente não tinha tanta rua, asfalto, e etc o que impede a absorção da água pelo solo. A Ferrovia veio primeiro. O adensamento urbano depois

    • Afonso, entendo ser correta sua ponderação.

      A região em que irá trafegar a Linha 18-Bronze é paralela quase que totalmente ao Córrego dos Meninos/Rio Tamanduateí um fundo de vale, portanto sujeita a inundações constantes como em Março de 2019, portanto é fundamental que o sistema seja elevado, ou se corre o risco de se construir um sistema obsoleto já na sua criação.

      Um exemplo prático disto é o que ocorre no atual corredor ABD dos trólebus do BRT que é interrompido frequentemente nas enchentes, recentemente o prefeito de São Bernardo indicou que a construção de piscinão do Paço com finalização em para Agosto deste ano de 2019 resolveria o assunto, porém apesar de praticamente pronto (só falta o acabamento) não funcionou!!!

      Destas conclusões entendo que a especificação do modelo nacional Aerotrem ou “Aeromovel” da Coester / Siemens que é uma espécie de VLT-Veiculo Leve sobre Trilhos elevado, pois utiliza rodeiros iguais sobre trilhos da aço além de chaveamento de mudança de vias mais simples, tratando-se de um trem que oscila menos ao trafegar que um “Monotrilho” ou “People Mover”, iguais as linhas de trens e Metrôs seja o mais indicado, não significando que se tenha que adquirir deste fabricante de referência.

  • O que sem sombra de dúvidas precisa ser feito é a retomada da implantação do CTBC na Linha 10 – Turquesa, o qual está abandonado nos galpões da CPTM há quase 10 anos. Digo que é necessário retomar isso não só pela qualidade do sistema, mas pelo fato de que há um risco de deterioração dos componentes. Por óbvio, haverá a necessidade de modificação da frota, vez que os trens espanhóis não são adequados para realizar o trabalho que fazem (talvez pudessem ser uma boa para os serviços expressos, mas não sei se esta será a ideia da CPTM). Caminhando em conjunto ambas as medidas, haverá de fato um ganho considerável na qualidade do serviço desta linha, a qual amarga há décadas com quedas de passageiros, estações com problemas até mesmo de acesso para pessoas com deficiência (nem todas as estações são adaptadas), problemas de enchente, além de um grande intervalo entre os trens.

  • Não sou técnico em infraestrutura de transportes mas pelo que pude perceber como usuário da linha 7 Rubi é que a linha não suporta a quantidade de trens que foram adquiridas, pois mesmo em horário de pico, onde os trens estão superlotados, em diversos trechos da via como entre a estação Lapa e Pirituba, pode-se contar pelo menos 3 trens da linha 9500 parados, seja por reserva ou ao meu ver pela incapacidade operacional de todas as composições operarem ao mesmo tempo. Será se com a privatização da linha para o projeto de trens intercidades veremos uma melhora significativa nos sistemas de energia e de via para que estas composições possam operar em sua totalidade?

    • Independente de quem for operar a linha 7 no futuro, a troca da sinalização é indispensavel.

      Se o Estado conceder sem contrapartidas da concessionária (como obrigar ela a instalar a sinalização, energia e toda a infraestrutura necessária), ficaremos na mesma.

      A Linha 7 só poderá ter mais trens com nova sinalização e energia, além de uma ampla reforma e adequação das suas vias. E tb tem que reduzir o tamanho e a distancia dos blocos de via.

      Sem isso, dificilmente vai conseguir intervalos de 3 minutos ou até mesmo 4 minutos sem lentidão dos trens ou aquela famosa parada para aguardar a movimentação dos trens

      Mas como isso não dá votos, não dão a menor importancia,acham que é só colocar trem novo e fica tudo certo.

  • Decifrando a raiz dos cartéis dos trens
    Túnel do tempo – fevereiro de 1998: Trens doados pela Espanha serão apresentados em São Paulo

    O governador do Estado de São Paulo, Mário Covas (PSDB), apresenta nesta segunda (16/02/1998), às 10h, na garagem da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) em Osasco, os trens espanhóis doados pela Renfe (Red Nacional de los Ferrocarilles Españoles).

    A CPTM fechou contrato no valor de R$ 93,2 milhões com a Renfe para reforma e adaptação dos trens aos padrões brasileiros. Não houve licitação. A CPTM argumentou que não haveria necessidade de abrir licitação, pois somente a Renfe teria tecnologia para fazer as reformas. Em 18 de agosto do ano passado, o Ministério Público de São Paulo abriu inquérito para apurar esse contrato.

    Na época, o presidente da Abifer (Associação Brasileira da Indústria Ferroviária), Mássimo Bianchi, afirmou que a indústria brasileira oferecia uma composição ferroviária nova (composta por uma motriz e dois vagões) por US$ 2 milhões. O preço cobrado pela Renfe para reformar uma composição usada era de US$ 1,790 milhão, o que não incluía os gastos com frete e imposto de importação.
    Folha de São Paulo – 16/02/1998

    Por ocasião da privatização de Telesp e aquisição pela “Telefônica de Espanha” postei comentários enaltecendo esta tal “doação”, e que criminosamente foi usada como propaganda política, e no decorrer do tempo, e das investigações foi desvendado o cambalacho, pois quaisquer das montadoras existentes no Brasil teriam tecnologias e condições de executarem a rebitolagem, (Possuiam a bitola Ibérica) e a adaptação para as condições locais (As carruagens possuem uma largura inferior ~2,9 m as existentes padronizadas no Brasil Budd 3,15 m) e tiveram adaptadas uma plataforma (estribo) no piso em frente as portas de ~15 cm em ambos os lados (gambiarra) para se evitar o vão, com um custo muito mais justo, foi um presente de grego, com direito a um “Olé”, além da Espanha conseguir livrar-se de algo obsoleto estas composições serie 2100 da CAF dos anos 70 iguais a esta da foto, que lá estavam ocupando espaço esperando por um desmanche, mas havia também uma outra razão para a maracutaia, pois sendo uma doação, não se fez necessário licitar, e aí se abriu uma brecha para os gatunos agirem, foi também a partir desta época ~1996 em que os burocratas incorporam mais uma bitola (1,435 m, e uma tensão de alimentação de 1,5 kVcc no Brasil, (linhas 4 e 5 Metrô-SP e de Salvador-BA) as existentes, contrariando os técnicos que sinalizavam para a uniformização e padronização, indo na contramão da lógica, uma vez que a bitola de 1,6 m já estava consolidada nas sete maiores cidades brasileiras para trens suburbanos e metrô.

    Não faz sentido a implantação do CTBC nestas atuais composições obsoletas da Linha 10-Turquesa!

    Nota; A norma que dispõe da acessibilidade e ergonomia em trens urbanos é a NBR-14021 da ABNT, e no item: 5.6.4 – Vão e desnível entre o trem e a plataforma 10 cm no máximo (horizontal) e 8 cm no máximo de desnível (vertical), porém ela é omissa com relação ao comprimento máximo do estribo.

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error: Hum, não vale copiar né??