Linha 2 Metrô

Adiado em 6 meses início das obras da extensão da Linha 2 Verde do Metrô

Extensão da Linha 2 Verde do Metrô Dutra
Traçado da Extensão da Linha 2 Verde

Desde o ano passado havia uma expectativa imensa para o início das obras da extensão da Linha 2 Verde até Dutra.

Há exatamente 1 ano atrás, em abril de 2018, no relatório de empreendimentos do Metrô, foi incluída a informação que haveria “reprogramação após avaliação em março de 2019” referente as obras da extensão. Relembre:

Relatório de abril de 2018 com a informação da programação em março de 2019

No relatório integrado de 2018 recentemente divulgado, foi divulgada a informação da data lime de suspensão da emissão de ordem de serviço:

Os contratos de implantação dos oito lotes do projeto executivo e da obra civil do empreendimento da Linha 2 – Verde continuam suspensos até 31/03/2019 aguardando o redirecionamento e revisão de recursos financeiros, oriundos do orçamento do GESP.

A data venceu e foi decidida pela suspensão por mais 6 meses da emissão ordem de serviço para atésetembro de 2019. Ou seja, a tão esperada retomada das obras será somente à partir de novembro de 2019.

Muito provavelmente o contingenciamento do Governo teve impacto direto nessa decisão.

Desapropriações

De acordo com o relatório integrado de 2018, “Em relação a desapropriações/demolição dos imóveis necessários, dos 521 imóveis, 308 estão com imissão na posse, conferindo ao Metrô a posse dos mesmos. No trecho Vila Prudente – Penha, foram demolidos 191 imóveis. O contrato para demolição dos imóveis contidos no trecho Aricanduva – Pátio Paulo Freire, assinado em 11/06/2018, está em andamento.

Benefícios da extensão da Linha 2

  • Atendimento direto à população dos bairros de Jardim Anália Franco, Vila Formosa, Vila Manchester, Aricanduva, Penha e Tiquatira em São Paulo e Ponte Grande e Vila Augusta em Guarulhos, além de outros bairros e municípios da Região Metropolitana de São Paulo atendidos pelas linhas 11 – Coral, 12 – Safira e 13 – Jade da CPTM, integradas à Linha 2 – Verde.
  • Distribuição do fluxo concentrado de passageiros que ocorre nas linhas 3-Vermelha do Metrô, 11 – Coral, 12 – Safira e 13 – Jade da CPTM, que compõem a ligação radial do serviço metroferroviário.
  • Distribuição dos fluxos de viagens de transporte coletivo por ônibus e transportes motorizados individuais que atualmente utilizam os vários eixos viários da região. Implantação de equipamentos de integração intermodal ao longo de todo o novo eixo, notadamente com o serviço de ônibus.
  • Seu traçado “em arco” possui uma característica de ligação perimetral, proporcionando opções de deslocamentos na malha metroviária que hoje são realizados através de movimentação radial, minimizando a saturação das linhas 3 – Vermelha e 1 – Azul.

Conclusão

Meta interna vale como promessa? E agora?

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Fernando Galfo

É engenheiro por formação e entusiasta de obras de mobilidade urbana. Utiliza transporte individual na maioria das vezes mas acompanha e sabe da real e urgente necessidade de investimentos em infraestrutura e principalmente em transporte público aliadas com políticas públicas de redução da pendularidade do sistema de transportes

30 comentários

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    • A linha 2 verde esta muito no centro pra ser uma linha circular, talvez poderia ser trajeto de outra linha tipo a linha 23 com a expansao da linha 2 ,pasando o traçado do projeto do VLT, otraçado do corredor da Metra ,subindo até a Lapa . bom ese seria a minha opiniao…

  • Seria interessante demais pra todos em Guarulhos e zona leste em geral.
    Sou de Santa Isabel e a estação mais perto é Tietê.
    Pra ir pra zona leste essa estação dutra seria uma mão na roda

  • Estaçao penha.
    Acesso a linha 11 coral.
    Quer dizer que vao fazer estaçao no trecho expresso. Entao a linha 11 vai deixar de ser expresso. Sera que quem enbarca assim como (as vezes) eu nessa nessa linha foi ouvido. Ou vao dar a mesma desculpa da linha 10-turquesa qd levaram para o bras.

  • A ampliação da linha 2 Verde será de grande vulto para São Paulo tanto para descondensar o alto contingente de usuários da linha 3 Vermelha e da CPTM bem como por atender áreas como Guarulhos e Aricanduva. Pena que as notícias são desanimadoras por falta de estrutura e de interesse do governo do Estado em realizar as obras.

    • Acredito que irão reformar ou até mesmo construir do zero a Estação Penha e tendo em vista tbm a Estação Tiquatira ligando a CPTM, com novos trem a vista acho q redirecionar seria o mais lógico. Acho q não seria esse inferno todo q diz, pois desafogará a linha vermelha q hoje já é um inferno em si. Vide a Estação Brás q recebe três ramais e usuários vão a linha vermelha para serem atendidos até a outros ramais do metrô.

  • O orçamento está curto. Uma obra como esta deve custar na casa dos R$ 10 bilhões ou mais. Pode até ser que nem inicie em setembro. Quero estar errado. E deve levar mesmo uns 10 anos para ficar pronta, assim como a linha 6. Se não houver outras fontes de financiamento para expandir mais rapidamente o metrô,a rede prometida para 2030 só vai ficar pronta lá para 2070,2080. Os gastos com previdência, pessoal e juros consomem muito do orçamento e a economia não cresce suficiente ou está em recessão para gerar arrecadação para investimentos dessa monta. Tributar mais a gasolina e criar o pedágio urbano seriam soluções para acelerar os investimentos. Não se pode parar a máquina pública, dar calote na dívida ou comprometer outras áreas sensíveis como educação, saúde, segurança e etc…para fazer o metrô. Ou encaramos essa realidade de frente, de tributar mais o o transporte individual, ou nos contentamos com expansão lenta do metrô. Existe a descrença correta da população, devido aos roubos, mas não tem outro jeito. Só para entendermos, vejamos os custos das estimados aproximados de algumas linhas, em projeto, ou em fase de pré-construção:

    extensão da linha 2: R$ 10bi, 14km.
    linha 6: R$ 10 bi, 13km.
    linha 19 Bosque Maia-Campo Belo: R$ 23 bi, 26 km.
    Linha 20, primeiro trecho Lapa-Moema: R$ 11 bi, 12km.
    Linha 22, Cotia-Rebouças: R$ 13 bi, um pouco mais de 15km. Era monotrilho e virou metrô pesado.

    Isso sem falar na nova linha da Zona Leste, (linha 16-Oscar Freire-Cidade Líder), o monotrilho do ABC(Linha 18, que também pode virar metrô pesado,pois, segundo entendidos o projeto do monotrilho não atenderia adequadamente), a linha Arco Norte(linha 23), as extensões da linha 5( Capão-Jardim Angela e Chácara Klabin-Ipiranga), o término do monotrilho da linha 15,até Cidade Tiradentes, a extensão da linha 4 até Taboão da Serra , a extensão oeste da linha 2 até Cerro Corá e o metrô da Celso Garcia(linha 21)

    • Discordo. Como um país como o Brasil arrecada mais de 1 trilhão e não tem dinheiro para a base de funcionamento do sistema que são exatamente os investimentos? O Brasil tem um funcionalismo inchadíssimo, ineficiente e em parte incompetente. Se fora para tratar a raíz este, juntamente com a política de juros, são por onde se deve começar. Adm pública, juntamente com judiciário, são maus necessários, são custos a serem minimizados, mas aqui foram maximizados e emperram o país desdo a época do império.

    • Corrigindo uma informação: Em 2018 a arrecadação foi de 2,3 trilhões de reais!!!!! E não tem 5% para investir? Esse país é rico, mas foi administrado por bandidos e incompetentes ao longo da história, não tem como acabar bem.

      • Mesmo assim , não tem dinheiro. Eu entendo e respeito sua colocação, mas as coisas são bem complexas e difíceis de resolver,sem sacrifícios e , no caso do metrô paulistano e de outras capitais, só com aumento de arrecadação própria, como falei, e/ou ajuda federal, que também está quebrado, poderíamos ter uma rede robusta , construindo, no mínimo 10 km ao ano, durante uns 30 anos. São Paulo e Grande SP tem 9 milhões de veículos. Daí, terão que vir os recursos, com mais tributação, além do IPVA.Não tem dinheiro no orçamento atual para várias grandes obras e caras, como linhas de metrô, nem com uma revolução na gestão pública. É coisa demais, coisa da ordem de R$ 7 a 10 bi por ano só para o metrô! E as outras coisas? Há algum recurso para fazer o que estão anunciando ou planejando nos próximos anos, ainda pouco para as necessidades da cidade: 10 anos para a extensão da linha 2, 6 ou 7 anos, para a linha 6 e algumas coisas a mais. Muito mais do que isso, não tem grana. Quanto ao orçamento, há os gastos com juros da dívida pública, pessoal ,aposentadorias, assistência social, todos necessários, gostemos ou não. Na folha de pessoal, o gasto maior no governo federal,estados e municípios, não é nem tanto com os ativos, mas com aposentadorias de servidores civis e militares, incluindo estados e municípios. Tanto que faltam médicos, policiais , professores e etc…A máquina tem alguns focos de inchaço, mas, em geral falta gente, pois tem muitos se aposentando. Melhorar métodos de gestão, para evitar fazer concursos para áreas-meio, por uns 10 anos, por exemplo, priorizando áreas fim , é uma boa prática, mas isso ,somente, não resolve a questão da grana para grandes obras. E cada ente federativo é um caso. Por isso, o desespero em aprovar a reforma. Claro que a reforma também precisa de ajustes e tem que se combater sempre os desvios, roubos, a má gestão. No mais, o país cresce pouco há quase quatro décadas. Isso também contribui. Antes disso, entre 1930 e 1980, crescíamos 7%aa, em média, tínhamos, uma população mais jovem e não tínhamos esses gastos com a dívida pública. Hoje, quando crescemos, crescemos menos de 1/3 disso. Crescer pouco , significa menos arrecadação do que o desejado, mesmo que ela tenha aumentado nos últimos 30 anos, pois a base da arrecadação, em grande parte, é o PIB. População mais velha, significa mais gastos com aposentados. Realmente , aumentamos muito os gastos com saúde e educação nos últimos 31 anos, desde de a Constituição de 1988, mas ainda ele é pouco em termos per capita. No mais, o orçamento é engessado demais. No caso nosso, do Brasil, o gasto financeiro, dos juros, devido a políticas econômicas equivocadas, consome uma parcela grande do orçamento. Desde de 1995, o governo federal, para tentar segurar a moeda, jogou as taxas de juros nas alturas, mesmo quando tinha superávit primário. A dívida interna pública do governo federal foi de R$ 150 bi no início de 1995 para R$ 800 bi em 2003, mesmo arrecadando mais do que gastando em quase todos anos naquela época, tirando 1996 e 1997. De 2003 pra cá a dívida interna chegou a R$ 3,8 trilhões, o que significa uma parcela financeira (os juros) que pesa muito no orçamento. E mais grave ainda que, de 2014 pra cá, temos agora déficit primário, por causa da crise, do déficit do INSS, das aposentadorias dos servidores, das desonerações fiscais, o que aumenta mais ainda a dívida, além dos juros. E tudo isso afeta a capacidade de o governo federal apoiar os estados nessas grandes obras. Antes, entre 1998 e 2013 tivemos superávit primário e a dívida,mesmo assim, também aumentou. O aumento dos juros fez a dívida dos estados também explodir, mesmo com o ajuste fiscal na década de 90, no governo Mário Covas ( 1995-2001). Em 1998, renegociaram essa dívida, mas ela foi de R$ 9bi em 1994 para R$ 55bi ,em 1998, mesmo com os cortes de gastos primários. Depois, SP foi se ajustando e conseguiram fazer alguma coisa, mesmo com alguns erros grotescos, como o monotrilho da linha 15 que, ao meu ver , devia ser metrô, pois tiveram um pouco mais de responsabilidade e também governam um estado mais rico, com mais recursos.

        • Não contém mentira no que escreveu, mas está demasiadamente prolixo e sem foco. Hoje, 2019, não interessa mais a incompetência passada da adm. pública, não é ela que resolverá o problema. A questão é financeira, é fria e como já citei é inconcebível que de 2,3 tri não se tenha nem 5% para investimento. Depender apenas do crescimento para fazer investimentos é um tiro no pé e bem antigo. Vou te dar um exemplo concreto: O custo anual do infame e imoral auxílio moradia do judiciário custa quase 1 Bi, e este é o custo, por exemplo, da Linha 4 – Fase 2. Dá para fazer um trecho de 2 km por ano só com um, repito, um penduricalho imoral.
          A ação do estado brasileiro é similar a de uma máfia, aliás a máfia é menos pior pois pelo menos fornecia alguma proteção, o estado só tira mesmo.
          A previdência distorcida, onde poucos ficam com tudo e o restante com migalhas, funcionalismo (parte) caríssimo quando comparado a iniciativa privada, sobretudo o judiciário, política de juros que favorecem apenas os bancos (meia dúzia deles) são os fatores que quebram o Brasil e fazem com que o povo seja literalmente escravo, repito escravo. Nossa história e cultura, onde os amigos do rei são favorecidos, nos trouxe até aqui, num estado favelado.
          Numa situação dessas não existe saída fácil, somente uma RUPTURA colocaria o país em outro patamar rapidamente. Por ruptura quero dizer revolução, estado de exceção. Tenho certeza absoluta que não sobraria apenas 5%, mas 25%.
          A máquina não tem focos de inchaço, ela é toda inchada, procure saber quanto custa só o STF, para 1 dúzia de ministros.
          Aumentar impostos (cota da máfia) é um absurdo sem tamanho, se 46% do PIB são insuficientes é melhor alugar ou vender este país, como na música.
          Para fechar, ou o Brasil olha para frente e faz as reformas e digo até revoluções necessárias, ou estará fadado a continuar a ser um coadjuvante da história.

  • Fernando, td bem? Tenho procurado um mapa (não esquematização) da rede metroferroviaria de são paulo, incluindo todas as expansões planejadas até o momento, mas não tenho encontrado. Você tem uma dica de como eu conseguiria isso?

  • Sou técnico em edificações e gostaria muito de participar desta grande obra. Alguém sabe pra que endereço de email posso enviar meu currículo?

  • o metro tera parte em escavação, nessa expanção, e qual firma estara a frente, desse trabalho, sera a Camargo CORREIA. TRABALHEI NA LESTE/OETE. obrigado

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error: Hum, não vale copiar né??