Bilhete Único CPTM Metrô

MetrôRio anuncia pagamento por cartões de crédito. Enquanto isso São Paulo…

Hoje a tarde foi anunciado pelo MetrôRio a possibilidade de pagamento da passagem com cartões de créditos com a tecnologia NFC (Near Field Communication). A iniciativa do MetrôRio com Visa, Banco do Brasil, Bradesco e Cielo “proporcionará mais agilidade aos clientes de qualquer emissor que possuem dispositivos por aproximação” de acordo com o anúncio.

A concessionária começou a aceitar hoje (29) a nova forma de pagamento em todas as suas 41 estações (linhas 1, 2 e 4). Importante ressaltar que não haverá mudança no custo da passagem para o usuário.

Será possível também pagar com o celular nessa primeira fase (Apple Pay e Samsung Pay). Até o final do ano a previsão é aceitar cartões de débito e pré-pagos.

No MetrôRio, nosso objetivo é inovar para facilitar a vida de nossos clientes. Queremos oferecer conveniência e praticidade. A aceitação de pagamento por aproximação, permitindo o ingresso no sistema com o uso do cartão de crédito ou celular do próprio cliente, que é mais um passo fundamental nessa direção, pois elimina filas e torna a viagem mais rápida e simples. Acreditamos que a mobilidade urbana deve ser cada vez mais integrada e de fácil utilização. Estamos empolgados em oferecer essa inovação de forma pioneira para os cariocas e turistas que visitam a nossa cidade“, ressalta o presidente do MetrôRio, Guilherme Ramalho

Sobre a aceitação do pagamento por aproximação: “Hoje, 95% do nosso parque de maquininhas em todo o Brasil já está apto a aceitar pagamentos por aproximação, seja qual for a tecnologia”, explica Danilo Caffaro, Vice-Presidente de Produtos e Novos Negócios da Cielo.

Os passageiros ainda poderão adquirir, em breve, cartões por aproximação na estação Central do Metrô em caixas automáticos da Saque e Pague. Os plásticos, emitidos pela BPP, serão pré-pagos, aceitos em qualquer estabelecimento Visa e podem ser recarregados.” – diz o comunicado.

Ferroviando perguntou sobre a contingência pela falta de conectividade. Foi falado que as transações serão realizadas ao final do dia. Serão “offline”.

Sobre segurança dos dados, respondendo a nossa pergunta novamente, foi dito que é 100% seguro.

São Paulo

Pedimos nota à Secretaria dos Transportes Metropolitanos sobre São Paulo não ter esse tipo de pagamento apesar de promessas passadas:

A Secretaria de Transportes Metropolitanos (STM) estuda viabilizar um novo modelo de bilhete e também meios de pagamento sem vínculo a um único banco ou bandeira de cartão.

Questionamos isso na coletiva, sobre somente aceitar uma bandeira, e o Presidente da VISA do Brasil, Fernando Teles, respondeu que outras bandeiras também poderão aderir ao projeto. A ideia é o projeto ser “ecumênico”.

E agora STM? Alô Secretário Alexandre Baldy! Alô Prefeito Bruno Covas!

E a concessão do Bilhete Único que era uma promessa que viabilizaria novas formas de pagamento, até agora nada. Lamentável para São Paulo.

Parabéns Rio de Janeiro! Parabéns Metrô Rio!

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Fernando Galfo

É engenheiro por formação e entusiasta de obras de mobilidade urbana. Utiliza transporte individual na maioria das vezes mas acompanha e sabe da real e urgente necessidade de investimentos em infraestrutura e principalmente em transporte público aliadas com políticas públicas de redução da pendularidade do sistema de transportes

9 comentários

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  • Não creio que isso seja uma demonstração de benefício ao usuário.

    Sobretudo por uma questão muito simples: no RJ não existe integração tarifária entre metrô e trem, o que permite a utilização de mecanismos de cobrança como cartões de crédito e dispositivos NFC.

    Aqui em SP, com todos os problemas da gestão, a rede metroferroviária possui a favor do contribuinte a integração entre EMTU, CPTM e Metrô. Implantar o sistema contactess como no RJ implicaria extinguir as integrações vigentes, uma vez que a solução de tecnologia oferecida não funciona como os cartões magnéticos do BU e BOM.

    Isso traria, principalmente, problemas na gestão dos recursos que hoje são depositados na câmara de compensação, advindos das tarifas recolhidas em linhas estatais que integram com linhas concedidas (4, 5 e 15).

    • Não muda em nada o jeito atual. Pelo que explicaram eles apenas adicionam um chip nas catracas atuais. Quanto a integração, como o processamento do cartão é no final do dia (transação offline) basta aplicar o desconto no processamento usando as regras da SPTrans

      • O procedimento, tanto para o cartão, quanto para o operador, trariam uma série de inconveniências, ao meu ver.

        Primeiro porque, para o cliente, haveria a necessidade de se aguardar o processamento do pagamento com o “estorno” da quantia debitada a mais inicialmente.

        Segundo porque, para o operador estatal, dificultaria ainda mais a situação financeiras.

        Isso porque, ainda hoje, ao contrário da SPTrans, o Metrô e a CPTM ainda dependem muito da venda de bilhetes (segundo a AEAMESP, 31% e 39% das passagens vendidas, respectivamente) e, ao contrário da compra de créditos eletrônicos – que vai direto pra Câmara de Compensação do SBE – o dinheiro avindo da venda de bilhetes pela SPTrans, Metrô e CPTM, vai pro caixa das empresas.

        Como na Câmara de Compensação a prioridade dos repasses é dos concessionários (como parte da garantia da tarifa devida pela operação das concessões), a venda de bilhetes, mesmo em linhas integradas, acaba oferecendo uma salvaguarda financeira pros operadores estatais.

  • São Paulo já ficou para trás em modernidade desde que o Rio implantou os modernos VLTs em 2014 e já planeja a expansão das linhas enquanto SP pensa que BRT é moderno.

  • É claro que o bilhete único paulistano é muito melhor que o carioca pra quem usa todo dia por causa da integração tarifária, mas é impressionante como a maior cidade do Brasil até hoje não oferece ao turista (ou mesmo ao morador usuário ocasional de transporte público que não tem VT) uma forma simples e prática de pagar pelo transporte. Ter que sacar dinheiro, pegar fila e comprar bilhetes individuais pra cada viagem é muito atraso!!

    Eu nasci e cresci em São Paulo e lembro da época em que pegava metrô com o meu avô usando os bilhetes múltiplos de 10. Mudei pro Rio e me acostumei a usar os cartões do MetrôRio e do Bilhete Único Carioca, que você pode comprar e recarregar em qualquer estação. O do metrô evoluiu bastante nos últimos anos, passando a aceitar cartão de crédito nas máquinas (débito já aceitava há bastante tempo) e na recarga online.

    Depois de muitos anos, fui passar as férias em São Paulo e, na maior inocência, fiquei andando pela estação à procura de uma máquina que vendesse um cartão pré-pago pra usar o metrô… Nem pesquisei sobre isso antes porque pra mim era óbvio que existia uma forma mais moderna do que ter que comprar e guardar um monte de bilhete de papel no bolso, e ficar picotando eles a cada embarque.

    Eu entendo a dificuldade de se atualizar um sistema pioneiro e que movimenta bilhões de reais como o de São Paulo, não tô nem falando que o Metrô e a CPTM devem mudar logo pro contactless ou mesmo aposentar o bilhete de papel… Eu só queria era chegar numa estação qualquer, botar 50 reais num cartão pré-pago comprado na hora e não me preocupar mais com isso durante a viagem!

    • Era só vc ter adquirido um Bilhete Único.
      Que não é adquirido nas bilheterias do metrô.
      Mas se for naqueles caixotes que recarrega o bilhete único. Poderia ter comprado.

  • sei que a Imply, que presta serviço pro BOM, está fazendo um piloto de pagamento com celular em parceria com um banco. tinham também um piloto de QR Code em Santo André

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error: Hum, não vale copiar né??